1) O que é a primovacinação? Qual a importância da primeira e da segunda dose da vacina?
R:Primovacinação - primeira vacina ou o primeiro conjunto de vacinas aplicadas no inicio da vida do individuo.
Importância: primeira dose - apresentar o sistema imunológico do animal ao antígeno, permitindo assim que ele identifique, memorize e crie as primeiras defesas.
segunda dose - tem por função reforçar o efeito da primeira dose e assim garantir a memorização do organismo contra o antígeno.
2) Nos equinos, algumas vacinas são aplicadas para imunizar contra zoonoses. Quais delas são mais importantes para saúde pública? R:São: Raiva (vírus), Encefalomielite (vírus), Tétano (bactéria- bacilo) e Leptospirose (bactéria- espirilo)
3) Cite três características que boa vacina deve possuir.
R:
Prevenir a reativação da patologia.
Reduzir as perdas econômicas.
Prevenir a proliferação da doença em animais não-vacinados.
Impedir ou diminuir a proliferação do microrganismo causador da doença nos tecidos e local onde ele geralmente entra no animal.
Evitar que o animal fique doente após imunização
Dizimar o agente etiológico
4) Porque as vacinas para coelhos são pouco utilizadas e o que é recomendado fazer em caso de doenças?
R.: Porque elas possuem uma baixa eficiência e alto custo (vacinas importadas). Por isso, por questões econômicas, é recomendado a eutanásia.
5) Cite três fatores agravantes das principais doenças na suinocultura.
Por mais incrível que pareça, os cavalos são animais extremamente sensíveis a dores e doenças comparados a outras criações. Seu sistema imunológico se comporta diferente do que outros animais de produção, isso ascontece porque as fêmeas equinas não conseguem transferir imunidade da placenta para o feto. Deste modo, a única fonte de imunidade para o filhote torna-se o colostro, que a mãe fornece nas primeiras horas de vida.
Conforme o desenvolvimento do animal, a susceptibilidade a doenças também se torna grande. Assim, a melhor prática de manejo a ser feita para prevenir as doenças é a vacinação, enquanto jovem ou em determinadas ocasiões. Na aplicação das vacinas, em equinos a maneira de aplicação varia conforme a criação e o tipo de medicamento (especificação do fabricante). Em geral, este método de aplicação pode ser intramuscular ou subcutânea e está ligado com a velocidade da reação. Mas, o mais indicado para equídeos é o intramuscular aplicado na “tábua do pescoço” (Região do Músculo Braquiocefalico, Músculo Esternocefálico e Músculo Trapézio) (figura 1 e 2). (VENCOFARMA, 2006).
Figura 1- Local de aplicação intramuscular em equinos
Fonte: www.aboutyourhorse.com
Figura 2- Modo de aplicação da vacina
Fonte: www.thehorse.com
Principais vacinas para equinos
1.INFLUENZA
É chamado também de Gripe equina. Possui uma alta morbidade e uma baixa mortalidade por isso, é de fundamental importância vacinar os equinos. Os animais contaminados apresentam febre, calafrio, respiração acelerada, perda de apetite, lacrimejamento, corrimento nasal e ocular, inflamação da garganta, primeiro prisão de ventre depois diarréia fétida, tosse (figura 3).
A vacina contêm antígenos inativados de vários tipos de vírus influenza. O vírus é do tipo de RNA de polaridade negativa, envelopado e da família Orthomyxoviridae , gênero Influenzavirus (MURPHY et al., 1999). A vacinação é exigida para obter o GTA (guia de transporte animal) e também para eventos com grande presença de equinos como: exposição, provas, entre outras. Segundo a VENCOFARMA, a vacina INFLUENZA PLUS deve-se aplicar 2 mL intramuscular em animais a partir de 3 meses de idade. Se for a primeira vez do animal (primovacinação) deve-se aplicar três doses com intervalo de 30 dias.
A raiva é transmitida por morcegos hematófagos e acomete na maioria das vezes animais herbívoros domésticos. Existem muitas espécies no Brasil de morcegos, porém, a mais importante é Desmodus rotundus. A sua contaminação é feita pelo contato da saliva, no momento quando o animal é mordido ou arranhado pelo morcego (figura 4). A doença ataca o sistema nervoso central, deste modo, altera todo funcionamento normal do cérebro. Em cães e gatos ela se manifesta como raiva furiosa. Em bovinos e equinos a forma mais comum é raiva paralítica, em que o animal fica inquieto, perde apetite e procura se esconder ou deitar em um só local (MERIAL, 2015).
As vacinas contra o vírus da raiva para animais domésticos são feitas com vírus vivo modificado ou vacinas inativadas produzidas em cultura de células. As vacinas com vírus modificado são atenuadas em laboratório, ou seja, o vírus está vivo, mas enfraquecido. Deste modo o organismo consegue promover uma resposta imune (MERIAL,2015).
Segundo a MERIAL as cepas mais utilizadas são:
-Cepa SAD (Street Alabama Dufferin).
-Cepas derivadas da SAD, como a ERA.
Segundo a MERIAL as vacinas inativadas destinadas a herbívoros, o vírus é multiplicado em cultura celular, inativado e adicionado a um ou mais adjuvantes de imunidade. Nessas vacinas, o vírus da raiva está morto. As cepas de vírus mais utilizadas para a produção dessas vacinas são:
-Cepas a vírus fixo: cepa PASTEUR e derivadas (CVS, G-52).
-Cepas a vírus modificado: FLURY e ERA.
Os animais que nunca foram vacinados, após a primeira dose devem ser revacinados após 30 dias. Para um método profilático deve-se aplicar a vacina anualmente. A via de administração pode ser subcutânea ou intramuscular para bovinos, ovinos e caprinos. Para os equinos o mais adequado é intramuscular utilizando uma agulha de 40mm x 8. (VALLÉ, 2015).
3.ENCEFALOMIELITE
A encefalomielite é uma doença infecciosa e zoonose produzida por três tipos diferentes de Alphavírus: Leste (EEE), Oeste (WEE) e Venezuela (VEE). Estes Vírus pertencem à família Togaviridae e são transmitidos por mosquitos dos gêneros Culex, Aedes, Anopheles e Culiseta. Os cavalos jovens são mais sujeitos a contrair a doença. Os sinais clínicos são febre, depressão, ranger dos dentes, ataxia, andar em círculos, paralisia, anorexia, cegueira e embotamento dos sentidos (RIET-CORREA, 2007).
Os equinos podem-se contaminar antecipadamente em 1 ou 2 semanas antes dos seres humanos, servindo de alerta para saúde pública. Para prevenção e controle, as vacinas no mercado são feitas de vírus inativado tipo Leste e Oeste. Todos os equinos devem ser vacinados conforme a indicação do laboratório uma vez por ano. Os potros nascidos de éguas não vacinadas devem receber a vacina com 2-3 meses de idade, e os potros de éguas vacinadas dos 6-8 meses de idade. A tabela de Garcia & Martins (2015) segue abaixo adaptada:
Vacina
Laboratório
Tipo
de Vírus
Encefalovacin
Bio-Vet
Vírus inativado tipo Leste e
Oeste
Equilit
Hertape
Vírus inativado tipo Leste e
Oeste
Equiloid
Fort Dodge
Vírus inativados tipo Leste e
Oeste associado com toxóide tetânico
Encefalogen
Vencofarma
Vírus inativados da
Encefalomielite equina tipo Leste e Oeste e toxóide tetânico,
É uma doença infecciosa não contagiosa que produz complicações no centro nervoso e contração em forma de espasmos nos músculos causada pela bactéria Clostridium tetani (anaeróbica). Esta enfermidade é resultante da infecção da bactéria que penetra no animal, depois de alguma ferida ou procedimento cirúrgico como castrações. Depois que a bactéria entra no organismo, ela e seus esporos produzem potentes toxinas que são transportadas pela corrente sanguínea, agem no centro nervoso e produz os espasmos musculares. Principal sintoma é posição do animal em forma de “cavalete” e cauda estendida e rígida (figura 6). O bacilo do tétano é encontrado nas camadas superficiais do solo, no pó das ruas e nas fezes dos herbívoros (figura 5).
Figura 5- Clostridium tetani
Fonte: www.health-writings.com
Figura 6- Cavalo em forma de cavalete
Fonte: www.saudeanimal.com.br
Para
prevenir esta doença também se utiliza soro antitetânico antes e depois de
intervenções cirúrgicas. O soro antitetânico é eficaz para neutralizar os
efeitos das toxinas secretadas pelo Clostridium
tetani. Os anticorpos “prontos” chamados de imunoglobulinas específicas
ligam-se diretamente à toxina neutralizando seu efeito. Este medicamento é
feito através da concentração e purificação de plasma de cavalos imunizados com
toxina antitetânica.Deve-se aplicar 5.000 U.I. (01 ampola) por via
intramuscular para prevenção. Aparecimento de sintomas clínicos de tétano,
aplicar 100 a 200.000 U.I. em dose única, por via intramuscular
(VENCOFARMA,2015).
5.RINOPNEUMONITE EQUINA
A Rinopneumonite equina, também conhecida por aborto viral de equinos é responsável pela maioria dos casos envolvendo abortos em equinos, sendo uma doença importante para ser imunizada. Na maioria das vezes, ela é causada pelo vírus EHV1 da família Herpesvirida. Este vírus manifesta na forma abortiva (figura 7), nervosa, respiratório e neonatal. Também existem e podem causar doença o EHV2 (pouco relevante, pode causar conjuntivite e faringite), EHV3 (pouco relevante, pode causar vesículas nos genitais, não causa aborto) EHV4 (antigo EHV1 pode causar surto respiratório) (ESCOLA DO CAVALO, 2015).
Figura 7- Aborto causado pela Rinopneumonite equina
Os sintomas são parecidos a de uma inflamação respiratória: febre, anorexia, letargia, linfadenopatia submandibular e descarga nasal profunda, depois aparecimento de substância mucopurulência (pus). A contaminação acontece quando o animal entra em contato com secreções do útero, anexos fetais, pus e aerossóis, infectados com o vírus. A vacinação é exigida nos estabelecimentos equestres (provas, arena de hipismo, transporte, etc) por causa da gravidade da doença e da facilidade de contaminação.
A vacina PNEUMABORT-K®+1b é feita com vírus EHV1 p e 1b (diferenças entre 1p e 1b é recombinação) cultivados em substrato celular equino, inativados com formalina combinados com um adjuvante oleoso especialmente preparado. Nela, contém Timerosal, Neomicina, Polimixina B e Anfotericina B, como conservantes. Esta vacina é produzida no EUA pela Empresa Zoetis e vendida no Brasil.
Existe também a vacina H ERPES HORSE® fabricada pela VENCOFARMA feita com vírus tipos EHV1 E EHV4 inativados por betapropiolactona. A posologia destas duas vacinas é aplicação de 2 mL por via intramuscular, em animais a partir de 4 meses de idade. Em primovacinação, reforçar 30 dias após a primeira dose. Revacinar semestralmente. As fêmeas reprodutoras devem receber reforços adicionais no 5º, 7º, e 9º mês de gestação. A sistema imunológica precisa de 21 aplicações para fornecer a imunidade.
6. LEPTOSPIROSE
A Leptospirose é uma doença causada pela bactéria Leptospira do gênero da família Leptospiraceae e tratada como zoonose de grande importância pública. A bactéria tem forma de espiral (figura 8), é resistente ao frio e sensível à luz solar, desinfetantes e antissépticos. Existem muitas espécies que causam esta doença nos animais, porém, no caso de equinos as mais importante são: Leptospira Pomona, Leptospira grippotyphosa, Leptospira icterohaemorrhagiae, Leptospira bratislava. Na maioria dos mamíferos os sintomas na forma aguda são: aborto, problemas renais e digestórios. Além desses sintomas, em equinos acontece uveíte (figura 9) recorrente que é inflamação da Úvea (íris, corpo ciliar e coroide), que é considerada a maior causa mundial de perda de visão em equinos (RIBEIRO, 2013).
Figura 8-Leptospira interrogans
Fonte: www.infoescola.com
Figura 9- Uveite causado pela Leptospira
Fonte: www.jcb.com.br
Existe pouca divulgação da vacinação em equinos, mas a aplicação da vacina é muito recomendada para todos os animais em função da forma oculta desta doença. Na forma crônica os sinais clínicos são semelhantes à da babesiose (icterícia, magreza) e nem sempre é tratada e diagnosticada corretamente (VENCOFARMA,2015).
A vacina LEPTO EQUUS é feita em suspensão estéril, obtida a partir de culturas de Leptospira icterohaemorrhagiae, L. canicola, L. bratislava, L. copenhageni, L. pomona , L. grippothyphosa, L. tarassovi, L. hardjo prajitno, L. andamana, L. ballum , L. wolffii e de Leptospira pyrogenes, obtidas dos cultivos dessas bactérias, inativadas por formol e calor e adsorvidas pelo gel de hidróxido de alumínio. A aplicação é de 2 mL por via intramuscular, em animais a partir de 4 meses de idade. Em primovacinação, reforço 30 dias após a primeira dose e revacinar semestralmente. Ela tem função de prevenção e sua imunidade é adquirida a partir de 21 dias após a ultima aplicação de vacina.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
HURLEY, D. J. The Immunology of Large Animals. 2007Disponível
em:http://www.vet.uga.edu/lam/teaching/woolums/5160/LectureOne/immunology.dod.
Acesso 16 de março de 2015
VENCOFARMA.
Protocolo De Vacinação De Eqüinos. 2006Disponível emwww.pedigreedaraca.com.br/protocolo_vacinacao_equinos_2006.doc.
Acesso em 16 de março de 2015.
MURPHY, F.A. et al. Veterinary virology.3.ed. San Diego:
Academic, 1999. 629p.
ESCOLA
DO CAVALO. Rinopneumonite é uma das
principais causas de aborto entre equinos. Disponível em http://www.escoladocavalo.com.br/2012/12/rinopneumonite-e-uma-das-principais-causas-de-aborto-entre-equinos/.
Acesso em 30 de março de 2015 março de 2015
HEINEMANN, M. B. et al. Soroprevalência do vírus da influenza
equina no Município de Uruará, PA, Brasil, Amazônia Oriental. Arq
Inst Biol, v. 76, p. 697-9, 2009.
Millen,
Eduardo - Guia do Técnico Agropecuário
"Veterinária e Zootecnia. Instituto Campineiro de Ensino Agrícola,
1984.
MERIAL.
Raiva Disponível em http://www.merial.com.br/pecuaristas/doencas/raiva/Pages/Raiva2.aspx.
Acesso em 24 de março de 2015.
VALLÉ.
Raivacel multi. Disponível em http://www.vallee.com.br/produtos/equinos/vacinas/raivacel-multi.
Acesso em 24 de março de 2015
RIET-CORREA, F. et al. Doenças de Ruminantes e Equídeos.,
Santa Maria:Palotti,. V.1, p.103-106, 2007
GARCIA,
M. MARTINS, L.S. Encefalomielite Equina.
Disponível em http://www.mgar.com.br/zoonoses/aulas/aula_encefalomielite.htm.
Acesso em 25 de março de 2015.
RIBEIRO, T.M.P. INFECÇÃO
POR Leptospira spp. EM EQUINOS. Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Escola de Veterinária e
Zootecnia da Universidade Federal de Goiás. Goiânia, 2013.
Evitar que o leitão
fique doente após a infecção inicial.
Impedir ou diminuir a
proliferação do microrganismo causador da doença nos tecidos e local onde ele geralmente
entra no animal.
Fazer com que o
agente etiológico que está no leitão doente seja dizimado.
Prevenir a reativação
da patologia.
Reduzir as perdas
econômicas.
Prevenir a
proliferação da doença em animais não-vacinados.
Em relação às porcas:
Defender os leitões da
doença.
Oferecer á leitegada anticorpos colostrais que os proteja ao menos
durante as primeiras semana.
Duração da vacina
A imunidade deve durar por pelo menos seis meses
ou toda a vida econômica do animal.
Considerações
Deve-se levar em
consideração o tipo de criação, ou seja, se a granja é isolada ou aberta,
facilitando a proliferação de doenças tendo, portanto que adotar um programa de
vacinação mais amplo.
A orientação de um
profissional habilitado (médico veterinário ou zootecnista) é de extrema importância
para que o proprietário tenha um programa eficiente de imunização.
É indispensável considerar a
validade da vacina, que são diferentes dependendo da sua finalidade, mesmo
quando mantidas a uma temperatura ótima de conservação (de 4 a 8°C sem deixar
congelar), de modo que ao fim da data de validade, a vacina ainda seja capaz de
imunizar o animal.
É importante também, que
haja programas de prevenção e erradicação de doenças principalmente as infecto-contagiosas,
onde muitas vezes os proprietários são obrigados a realizar a vacinação por
causa da legislação regional ou nacional.
Onde aplicar a vacina?
A grande maioria das vacinas
são aplicadas via intramuscular, na “tábua” do pescoço dos suínos, há também a
aplicação subcutânea que é feita na pele da parte medial da perna posterior.(figura 1).
Figura 1 – Aplicação de vacina intramuscular em leitão
Doença causada pela bactéria
Escherichia coli (E. coli), desencadeando diarreia
neonatal, pós-desmame, disenteria (diarréia sanguinolenta) e doença do edema
pode causar a morte do leitão infectado em poucas horas, suas fezes são aquosas
e de cor branco-amarelada. Essa bactéria é comum a flora intestinal dos suínos,
porém no período entre nascimento e o primeiro contato com o colostro, o animal
fica susceptível á infecção, portanto o ataque da bactéria após esse período
tem relação direta com a ação dos anticorpos recebidos no colostro e o grau de
exposição do suíno ao microrganismo. As vacinas para a colibacilose são feitas
com diferentes anitígenos da E. coli inativados.
Figura 2- Leitão com Colibacilose apresentando diarréia.
Fonte: https://gepsaa.wordpress.com/posts/
2. PARVOVIROSE: aplicação Via Intramuscular
A Parvovirose é uma infecção
causada pelo Parvovírus (família Parvoviridae), que quando atinge porcas
gestantes com até 80 dias causa morte dos fetos, é ainda motivo de leitegadas
de tamanho reduzido e mumificação. O vírus pode ser disseminado na criação
através de fezes, urina, sêmen, secreções, fetos, placenta ou materiais
contaminados. Pode ser combatida com vacina atenuada ou inativada. A imunidade
também pode ser adquirida facilmente por ingestão de colostro (forma passiva)
apresentando bons resultados quanto a proteção do leitão.
3.PNEUMONIA ENZOÓTICA: aplicação Via Intramuscular
Quadro pneumônico causado
pelo Mycoplasma hyopneumoniae que
pode ser agravado por diversos fatores (ambiente desfavorável, excesso de
lotação, má nutrição, infecções secundárias e falta de higiene), causa tosse
seca, corrimento nasal mucoso, pelos arrepiados e sem brilho, além de perda de
peso dos animais. Existem poucos estudos realizados quanto a pneumonia
enzoótica, porém, a eficiência da vacina que é feita com antígeno inativado é
comprovada.
4.RINITE ATRÓFICA PROGRESSIVA: aplicação Via Subcutânea
Doença bacteriana contagiosa
do trato respiratório de suínos (Bordetella
bronchiseptica e agravada pela Pasteurella
multocida tipo D) causa a atrofiação das conchas nasais, espirros constantes
formação de placas escuras nos cantos internos dos olhos, corrimento nasal,
encurtamento e/ou desvio lateral do focinho além de um possível atraso de
desenvolvimento corpóreo dependendo do estágio de desenvolvimento da doença.
Vacina composta de Bordetella bronchiseptica
inativada e toxina de Pasteurella
multocida tipo D.
Figura 3 – Conchas nasais de um animal saudável, Grau 0 (zero).
A escolha de aplicação ou
não dessas vacinas dependem de diversos fatores como o local em que a granja
foi construída, se nessa área há incidência de certa doença, depende ainda do
manejo, da higiene, da susceptibilidade do animal, do tipo de criação escolhida,
podendo o animal ter maior ou menor contato com agentes externos. As outras
vacinas são para a prevenção das seguintes doenças: Doença de Aujeszky, Doença
de Glasser, Enterotoxemia causada por Clostridium
perfringens tipo C, Erisipela Suína, Febre aftosa, Gastroenterite
Transmissível, Leptospirose, Meningite Estreptocócica, Peste Suína Clássica,
Pleuropneumonia e Salmonelose.
COUTINHO, Tania Alen. Detecção de Bordetella bronchiseptica a partir de suabes nasais pela
Bacteriologia Clássica e pela Reação em Cadeia pela Polimerase. Universidade
Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2006. Disponível em: <https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/7573/000548685.pdf?sequence=1
> Acesso em 19 de maio de 2015.
RUIZ, Vera Azevedo; OGATA,
Renato Akio. Parvovirose Suína.
Instituto Biológico, Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Disponível em:
<http://www.biologico.sp.gov.br/artigos_ok.php?id_artigo=100
> Acesso em 19 de maio de 2015.
CAVALCANTI, S. S. Produção de Suínos.Instituto Campineiro de
Ensino Agrícola. Campinas, 1984.
Mixomatose é uma das principais doenças diagnosticadas em coelhos, os agentes causadores dessa doença são mosquitos, pulgas, ácaros, entre outros. Outro modo do coelho contrair o vírus da Myxoma é por meio de gaiolas contaminadas, todavia esse meio de contração da mixomatose é incomum. Os sintomas diferem
do coelho selvagem para com o doméstico, no selvagem surgem tumores benignos,
normalmente na orelha, em contrapartida os coelhos domésticos apresentam febre,
anorexia, convulsões entre outros sintomas. Não existe tratamento depois da
contração desta doença, nesses casos é recomendada a eutanásia (figura 1).
Figura 1- Mixomatose em coelhos
Vacinação
O
coelho deve ser vacinado a partir 10 semanas de idade e revacinar com 4 meses.
A aplicação
da vacina pode ser via subcutânea ou no pavilhão interno da base da orelha sem
pelagem, se for subcutâneo aplicar a vacina na área atrás da omoplata. A dose para um animal é de 0.5
ml.
Não
vacinar animais doentes, ou que apresentam quadro de febre.
São
desconhecidos sintomas indesejáveis após a vacinação.
Doença Hemorrágica
Viral (D.H.V.)
A D.H.V. caracteriza-se por ser uma doença infectocontagiosa e o agente causador
é um calicivírus (um grupo de vírus). O contágio dessa doença é por meio de
objetos contaminados ou artrópodes. Os principais sintomas são perda de
apetite, febre alta, sangramento do nariz entre outros.
Após
a contração deste vírus os sintomas podem se manifestar após 48 horas, e na
maioria das vezes não tem como evitar do coelho vir a óbito. Em virtude disso o
meio mais eficaz de evitar essa doença é a vacinação (figura 2).
Figura 2- Doença Hemorrágica Viral
(D.H.V.)
Vacinação
• Recomenda-se
que coelhos reprodutores devem ser vacinados contra o D.H.V. a partir dos 2
meses de idade e revacinar uma vez por ano, em contrapartida os coelhos de
engorda recomenda-se que sejam vacinados após o desmame se apresentar indícios
da doença.
• A
aplicação da vacina pode ser via subcutânea, na parte anterior do lombo. A dose
para um animal é de 0.5 ml.
• Caso
a aplicação da vacina seja feita de forma inadequada o coelho poderá apresentar
um pequeno ponto de granuloma
aonde a vacina foi aplicada.