A vacina é uma técnica antiga que começou a ser utilizada ao
perceberem que sobreviventes da varíola não se contaminavam novamente com a
doença. A partir daí vários povos criam técnicas para contaminar de forma mais
branda pessoas saudáveis, deixando-as imunes à varíola. Esse método ficou
conhecido como variolização.
O objetivo da vacina é permitir que o sistema imunológico
reaja com mais facilidade, contra um antígeno, sempre que o organismo for
infectado. Por esse motivo a vacina é considerada uma Imunidade Ativa
Artificial. Ativa, pois o próprio sistema imunológico cria as defesas e
artificial porque o antígeno é modificado e inserido de forma não natural no
organismo.
Para alcançar esse objetivo é necessário que o animal receba
a primovacinação, ou seja, a primeira vacina ou o primeiro conjunto de vacinas
aplicadas no inicio da vida do individuo. Essa primeira vacinação tem por
função apresentar o sistema imunológico do animal ao antígeno, permitindo assim
que ele identifique, memorize e crie as primeiras defesas. Essa primeira reação
é lenta e pouco acentuada (Figura 1). A segunda dose, ou dose de reforço, como
o próprio nome diz tem a função de reforçar o efeito da primeira dose.
Diferentemente da primeira a reação da segunda dose é mais rápida e mais eficiente,
produzindo mais anticorpos (Figura 1).
Figura 1 – Exemplo de reação imunitária a primeira e segunda dose de uma vacina.
http://veja.abril.com.br/vestibular/imagens/unicamp_vacina.gif
Os antígenos presentes na vacina podem ser microorganismos:
atenuados, como a vacina da tuberculose; inativados, ou seja, com os agentes da
doença mortos, um exemplo é a vacina anti-rábica; toxóides ou em frações como
ocorre na vacina contra adenovirose. Atualmente há também outro tipo de vacina
que clona uma proteína específica ao agente da doença como no caso da vacina
contra Hepatite B, produzida em leveduras através do processo de DNA
recombinante.
Essas técnicas de produção são utilizadas tanto para humanos
quanto para animais, diferenciando apenas as doenças a serem prevenidas e o
modo, local e frequência da aplicação das vacinas. Assim entramos
especificamente nas vacinas para monogástricos.
Bibliografia
A história das vacinas: uma técnica milenar. Disponível em: http://www.ccms.saude.gov.br/revolta/pdf/M7.pdf. Acesso em 01 de abril de 2015.
Imunologia Básica e Aplicada às Análises Clínicas. Prof.
Sérgio Lisboa Machado e Prof. Raimundo Diogo Machado. UFRJ.
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