Características de uma boa vacina
Em relação aos leitões a
vacina deve:
- Evitar que o leitão fique doente após a infecção inicial.
- Impedir ou diminuir a proliferação do microrganismo causador da doença nos tecidos e local onde ele geralmente entra no animal.
- Fazer com que o agente etiológico que está no leitão doente seja dizimado.
- Prevenir a reativação da patologia.
- Reduzir as perdas econômicas.
- Prevenir a proliferação da doença em animais não-vacinados.
Em relação às porcas:
- Defender os leitões da doença.
- Oferecer á leitegada anticorpos colostrais que os proteja ao menos durante as primeiras semana.
Duração da vacina
A imunidade deve durar por pelo menos seis meses
ou toda a vida econômica do animal.
Considerações
Deve-se levar em
consideração o tipo de criação, ou seja, se a granja é isolada ou aberta,
facilitando a proliferação de doenças tendo, portanto que adotar um programa de
vacinação mais amplo.
A orientação de um
profissional habilitado (médico veterinário ou zootecnista) é de extrema importância
para que o proprietário tenha um programa eficiente de imunização.
É indispensável considerar a
validade da vacina, que são diferentes dependendo da sua finalidade, mesmo
quando mantidas a uma temperatura ótima de conservação (de 4 a 8°C sem deixar
congelar), de modo que ao fim da data de validade, a vacina ainda seja capaz de
imunizar o animal.
É importante também, que
haja programas de prevenção e erradicação de doenças principalmente as infecto-contagiosas,
onde muitas vezes os proprietários são obrigados a realizar a vacinação por
causa da legislação regional ou nacional.
Onde aplicar a vacina?
A grande maioria das vacinas
são aplicadas via intramuscular, na “tábua” do pescoço dos suínos, há também a
aplicação subcutânea que é feita na pele da parte medial da perna posterior.(figura 1).
Figura 1 – Aplicação de vacina intramuscular em leitão
Fonte: http://animais.culturamix.com/vacinas/vacinas-para-suinos-e-sua-importancia-na-saude-animal
Vacinas mínimas a serem aplicadas em suínos
1.COLIBACILOSE: aplicação Via Intramuscular
Doença causada pela bactéria
Escherichia coli (E. coli), desencadeando diarreia
neonatal, pós-desmame, disenteria (diarréia sanguinolenta) e doença do edema
pode causar a morte do leitão infectado em poucas horas, suas fezes são aquosas
e de cor branco-amarelada. Essa bactéria é comum a flora intestinal dos suínos,
porém no período entre nascimento e o primeiro contato com o colostro, o animal
fica susceptível á infecção, portanto o ataque da bactéria após esse período
tem relação direta com a ação dos anticorpos recebidos no colostro e o grau de
exposição do suíno ao microrganismo. As vacinas para a colibacilose são feitas
com diferentes anitígenos da E. coli inativados.
Figura 2- Leitão com Colibacilose apresentando diarréia.
Fonte: https://gepsaa.wordpress.com/posts/
2. PARVOVIROSE: aplicação Via Intramuscular
A Parvovirose é uma infecção
causada pelo Parvovírus (família Parvoviridae), que quando atinge porcas
gestantes com até 80 dias causa morte dos fetos, é ainda motivo de leitegadas
de tamanho reduzido e mumificação. O vírus pode ser disseminado na criação
através de fezes, urina, sêmen, secreções, fetos, placenta ou materiais
contaminados. Pode ser combatida com vacina atenuada ou inativada. A imunidade
também pode ser adquirida facilmente por ingestão de colostro (forma passiva)
apresentando bons resultados quanto a proteção do leitão.
3.PNEUMONIA ENZOÓTICA: aplicação Via Intramuscular
Quadro pneumônico causado
pelo Mycoplasma hyopneumoniae que
pode ser agravado por diversos fatores (ambiente desfavorável, excesso de
lotação, má nutrição, infecções secundárias e falta de higiene), causa tosse
seca, corrimento nasal mucoso, pelos arrepiados e sem brilho, além de perda de
peso dos animais. Existem poucos estudos realizados quanto a pneumonia
enzoótica, porém, a eficiência da vacina que é feita com antígeno inativado é
comprovada.
4.RINITE ATRÓFICA PROGRESSIVA: aplicação Via Subcutânea
Doença bacteriana contagiosa
do trato respiratório de suínos (Bordetella
bronchiseptica e agravada pela Pasteurella
multocida tipo D) causa a atrofiação das conchas nasais, espirros constantes
formação de placas escuras nos cantos internos dos olhos, corrimento nasal,
encurtamento e/ou desvio lateral do focinho além de um possível atraso de
desenvolvimento corpóreo dependendo do estágio de desenvolvimento da doença.
Vacina composta de Bordetella bronchiseptica
inativada e toxina de Pasteurella
multocida tipo D.
Figura 3 – Conchas nasais de um animal saudável, Grau 0 (zero).
Fonte: http://www.sossuinos.com.br/consultas/rinite1.htm
Figura 4 – Progresso da Rinite Atrófica no animal doente,
Grau 0, 1, 2 e 3 ou 4.
Fonte: http://www.sossuinos.com.br/consultas/rinite1.htm
Figura 5 – Programa mínimo de vacinação para um rebanho
suíno
Fonte: http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Suinos/SPSuinos/vacinacao.html
Outras vacinas aplicadas em suínos
A escolha de aplicação ou
não dessas vacinas dependem de diversos fatores como o local em que a granja
foi construída, se nessa área há incidência de certa doença, depende ainda do
manejo, da higiene, da susceptibilidade do animal, do tipo de criação escolhida,
podendo o animal ter maior ou menor contato com agentes externos. As outras
vacinas são para a prevenção das seguintes doenças: Doença de Aujeszky, Doença
de Glasser, Enterotoxemia causada por Clostridium
perfringens tipo C, Erisipela Suína, Febre aftosa, Gastroenterite
Transmissível, Leptospirose, Meningite Estreptocócica, Peste Suína Clássica,
Pleuropneumonia e Salmonelose.
Referências Bibliográficas
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